2013 – Rota Huascarán: Natal – Peru, Chile e Argentina

ROTA HUASCARÁN – O nome deriva do Nevado Huascarán, montanha com 6768 m, localizado na Cordilheira Branca no Norte do Peru. É o mais alto do Peru e o quarto da América do Sul. E um dos principais objetivos da viagem seria chegar o mais próximo possível e desfrutar das belezas no seu entorno. E isto foi conseguido quando realizamos uma ‘alça’ ao redor da montanha que, por unanimidade se tornou o ponto alto da viagem!

INTEGRANTES:

De Natal-RN:
Enio/Marinês – Suzuki Gran Vitara
Alexandre/Luciana – Land 110
Marco Aurélio/Suzete – Toyota SW4
Nakamura/Helenita – TR4
Figueira/Denise – TR4

De São Paulo-SP:
Nelson/Miiriam – TR4

PONTOS MARCANTES DA VIAGEM:

Saída dia 05/09/2013
45 dias de viagem, ida e volta, partindo de Natal.
17.400km percorridos
custo: aproximadamente R$ 1,00 por km. Tudo incluido: hospedagem, alimentação, combustível, manutenção.
obs: hospedagem em pousadas medianas, às vezes ruíns por falta de outra opção e por vezes em hotéis melhores para ‘recuperar as forças’. Em compensação sempre se procurou bons restaurantes, não restaurantes finos mas restaurantes com boa comida.

– Entrada no Peru pela fronteira Acre- Assis Brasil / Peru-Iñapari. Entrada no Brasil por Foz do Iguaçu.
– A estrada Transpacífica está totalmente asfaltada e em ótimo estado – Até Cuzco
– Cuzco confirmou mais uma vez ser uma cidade especial. E o seu entorno, com suas ruínas e outras atrações, um roteiro para ser repetido diversas vezes.
– De Cuzco a Abancay por ótima estrada asfaltada e belas paisagens.
– De Abancay a Ayacucho começa estrada de rípio mas em boas condições alternando com asfalto. Belas estradas bordejando as montanhas.
– De Ayacucho a Jauja começa por estrada de rípio em um vale deserto com belas paísagens e depois segue bordejando o vale, na beira da montanha em estrada asfaltada mas muito estreita, o suficiente para um carro apenas e por isso o uso de buzina é obrigatório quando se aproxima das curvas. E sempre ficar atento para parar em determinados pontos da estrada para permetir a passagem de outro carro e não causar acidentes. Este trecho foi o mais emocionante até aqui!
– De Jauja a Huanuco por ótima estrada asfaltada e belas paisagens. Em La Quinua paramos na beira da estrada e de repente aparece uma pequena multidão e acabamos virando atração. Com direito a muita foto, troca de informação e conversa. Muito gostoso!
– De Huanuco a La Union foi onde tomamos o maior susto quando um caminhão apareceu na nossa frente em uma curva e o susto foi grande! A estrada, apesar de ser asfaltada, é bastente estreita e na maior do caminho permite apenas a passagem de um carro e a buzina tem que funcionar em toda curva fechada. Portanto, toda atenção é necessária mas a paisagem das montanhas e vales é muito interessante. Esta estrada passa por diversas cidades pequenas e povoados e o que nos chamou a atenção é que praticamente todas elas estão em obras e, para nossa inveja, as obras praticamente são para para o esgoto sanitário. Aliás, em qualquer povoado, por menor que seja, não se observa esgoto na rua! Em La Unión tivemos a oportunidade de andar nos tuc-tuc – motos que transportam até 4 pessoas além do motorista – e que é o principal meio de transporte da cidade. Também fomos visitar uma das termas da cidade mas não nos animou entrar na piscina de águas quentes por estar ‘meio’ suja.
– De La Unión a Huaraz foi um dos pontos altos em termos de paisagens. Logo na saída de La Unión passamos por um pequeno e estreito canyon onde a estrada seguia ao lado de um rio por entre as paredes íngremes do canyon proporcionando uma vista sensacional. E logo depois a travessia do Parque Nacional de Huascarán por um atalho conhecido como Ruta Pastoruri com paisagens de montanhas nevadas, coloridas, vegetação e caminhos fantásticos! Vale a pena esta travessia.
– Na região de Huaraz, em Acopampa experimentamos uma trilha bastante íngreme com curvas fechadas e muita pedra que acabamos desistindo para não comprometer a viagem com algum imprevisto mecânico ou algo pior. Mas valeu a trilha!
– Carreteras Shilla, Acochaca, Yanama e Yungay. Estes nomes são os principais povoados que circundam o Monte Huascarán. Simplesmente fantástico este caminho!! Sem dúvida foi o ponto alto da viagem em termos de paisagens. Duas subidas a 4800m, com neve, muitas cachoeiras na beira da estrada e no final a estrada faz um caracol fantástico com a visão da Laguna Llanganuco lá em baixo. Fantástico!
– De Caraz a Chimbote onde se passa pelo famoso Cañón Del Pato onde se atravessa 35 tuneis. É uma estreita estrada de rípio cortada no flando da montanha em um vale muito fechado e íngreme formado pela convergencia da Cordilheira Blanca com a Cordilhera Negra e onde está encaixado o Rio Santa. É uma sucessão de pequenos túneis de apenas uma pista e por isso é recomendado, por sinalização o uso de buzina, entremeados por pequenos trechos de estrada. Outro ponto alto da viagem pelo inusitado da estrada.
– De Chimbote a Callao pela Panamericana. Esta estrada é magnífica tanto pela qualidade da própria estrada como pela paisagem. Beirando o Pacífico, pouco movimentada, em região desértica intercalada com vales irrigados proporcionando um belo contraste entre o branco/cinza/amarelo do deserto com o verde dos vales. Outra coisa que chamou a atenção foram os inúmeros e imensos galpões no meio do deserto onde se criam os pollos – frangos, tão comum no Perú.
Preferimos ficar em Callao para fugir do movimemto intenso de Lima. Mas, como era fim de semana, conseguimos visitar o centro de Lima com tranquilidade. O centro concentra um grande número de enormes prédios antigos e muito bem conservados, praças bem cuidadas e coloridas pelas diversas flores, bem organizado e limpo. Outra visita surreal é 0 Convento San Francisco de Asis de Lima que abriga as Catacumbas do Covento sob a igreja e onde estão as ossadas de mais de 70.000 pessoas, a maior de fêmures, tíbias e crânios. A visita as catacumbas se dá por um labirinto de estreitas passagens formada por paredes de tijolos, iluminação fraca e cheiro de mofo o que pode desmotivar os mais assustados. Outra atração é o próprio convento com todos seus aposentos e a biblioteca com mais de 25 mil textos, inúmeros livros antigos e uma biblia de 1571-2. Apesar de ser um passeio bizarro, vale a pena.
– De Callao a Nazca continuando pela Panamericana acompanhando suas belas paisagens desérticas de um lado e o Oceano Pacífico de outro. Em Nazca, enquanto alguns colegas foram avistar as linhas de Nazca – nós já conhecíamos – nós ficamos visitando a cidade e apreciando a boa comida, rizoto de frutos do mar e ceviche do La Encantada restaurante.
– De Nazca para Arequipa. Neste trecho fomos surpreendidos por um TERREMOTO!! Percebemos uma pedra, de uns 50/60 cm de diâmetro que passou rolando exatamente em frente de nosso carro e aí olhando para o lado esquerdo vimos pedras rolando do barranco. Ao mesmo tempo olhando pelo retrovisor deu para perceber uma nuvem de poeira na direção onde estavão os outros colegas mais atrás. Pelo rádio nos carros vimos que todos estavam bem e ficamos discutindo se aquilo era realmente um terremoto ou simplesmente um deslizamento localizado. Mas, com a grande quantidade de deslizamentos que vimos ao longo de quilômetros da ruta, chegamos a conclusão que realmente tinhamos precensiado um terremoto. O que foi comprovado no outro dia pelas manchetes dos jornais, em Nazca. Foi um terremoto de 6,9 graus Richter e causou muitos danos em poupulações mais visinhas ao epicentro. Depois que nos certificamos do terremoto, percebemos o real perigo que passamos já que neste ponto a Panamericana não fornece nenhum tipo de possibilidade de fuga. De uma lado íngremes paredões de rocha e de outro íngremes precipícios em direção ao Pacífico. Tivemos sorte! e previlégio de presenciar este fenômeno da natureza!

Patrimônio da Humanidade, Arequipa também é conhecida como a “Cidade Branca”, pois muitos elementos do seu belo centro histórico foram construídos em silla, um tipo de pedra branca vulcânica porosa. Confira as dicas da Patricia sobre onde ficar, como chegar e quais atrações conhecer em uma das cidades mais bonitas do Peru.

Sua principal característica é a bem preservada arquitetura colonial dos séculos XVI e XVII, apesar da cidade ter sofrido vários terremotos. Arequipa possui mais de 39 igrejas ricamente decoradas. Muitos dos seus altares são cobertos de folhas de ouro (chamadas de Pan de Oro), além de imagens barrocas e altares de prata pura. Suas ruas são estreitas, repletas de casas coloniais e sacadas.  Arequipa é também conhecida como “Cidade Branca”, pois grande parte de suas construções foram feitas usando uma pedra vulcânica esbranquiçada chamada “Sillar”, encontrada em dois vulcões da região. Esta pedra tem a vantagem de ser muito resistente e ao mesmo tempo fácil de ser trabalhada. A igreja de Yanauhara é um exemplo disto. Construída no século XVI, tem sua fachada toda decorada com figuras nativas, um estilo conhecido com Barroco Mestiço.

A praça central do distrito de Yanauhara é um ótimo lugar para se observar os vulcões que cercam a cidade, alguns deles com mais de seis mil metros de altura. Dentre estes vulcões podemos citar o Chachani, Pichu-Pichu e Misti, o mais próximo, estando a apenas 17 quilômetros da praça principal

 – De Arequipa ainda pela Panamericana, pernoitamos em Arica. Pouco antes de chegar em Arica, passa-se pelas fronteiras do Peru e Chile. A saida do Peru se deu de forma tranquila mas, a entrada no Chile rendeu uma boa perda de tempo. O pessoal é muito educado e cordial mas exigem que se tire tudo que for possível de dentro do carro! e além disso tudo tem que passar pelo raio X e alguma coisa por inspeção visual dos agentes o que implica em abrir mala. Até os maiz – milho – coloridos que estávamos trazendo com suvenir ficaram retidos, com preenchimento de formulário e assinatura e, pela delicadeza do agente não fomos multados por isso.
De Arica para Calama. Em Calama ficamos no Hotel Sonesta, um quatro estrelas com promoção de fim de semana de hotel de duas estrelas. Claro que aproveitamos e desta vez ficamos muito bem acomodados. No outro dia enquanto alguns colegas sairam de madrugada para visitar os Geiseres El Tatio – já conhecíamos – seguimos para Sâo Pedro do Atacama. Fomos devagar e curtindo o visual, principalmente quando chegamos perto do Vale da Lua com suas paisagens magníficas. Apesar de já conhecermos o Deserto do Atacama, aproveitamos para passear pela cidade’ e descansar. Sempre vale a pena passar por este ícone andino.
-Do Atacama para Quebradas de Humahuaca, Jujui-AR. Este foi mais um ponto alto da viagem. Saindo de São Pedro ao Altiplano Chileno/Argentino pelo Passo Jama é sensacional em qualquer época do ano. E nós tivemos a sorte de ver ainda gelo nas montanhas e paredes de gelo de até 2 metros de altura ladeando a estrada. Marco Aurélio pegou um pedaço desse gelo e guardou para o Whiski da rodadinha. Muito, muito bonito este trajeto e por estrada impecável, tanto do lado chileno quanto do argentino. Pernoitamos em Humahuaca.
Quebrada de Humahuaca é um vale no sentido norte-sul na provincia de Jujui-AR com diversos povoados pré-incaicos com seu artesanato e histórias. A região é considerada pela Unesco como ‘Itinerário Cultural de 10.000 anos’. Purmamarca, Tilcara e Humahuaca são os principais povoados com seus artesanatos e arredores com montanhas multicoloridas, salares, desenhos pré-incaicos, ruínas e cactos gigantes.

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